Sexta-feira, Novembro 26, 2004
Caros Senhores,
o Blog do Fórum do Curso de Comunicação Social foi criado para discutir em público, mas de uma forma quase interna, os problemas e também as qualidades desta licenciatura da Universidade do Minho, além de representar, em si próprio, um meio para a transmissão de informações úteis a todos os alunos e professores.
O que se passa com o Académico, por ser um jornal a que os alunos deste curso sempre estiveram ligados (desde a origem), é, obviamente, uma questão a que estamos atentos e que nos interessa. O que não nos interessa são as guerrinhas "políticas", os ajustes de contas, os pratos por lavar. E é por isso que vos pedimos para discutirem tudo isso nos devidos espaços.
Muito obrigada.
o Blog do Fórum do Curso de Comunicação Social foi criado para discutir em público, mas de uma forma quase interna, os problemas e também as qualidades desta licenciatura da Universidade do Minho, além de representar, em si próprio, um meio para a transmissão de informações úteis a todos os alunos e professores.
O que se passa com o Académico, por ser um jornal a que os alunos deste curso sempre estiveram ligados (desde a origem), é, obviamente, uma questão a que estamos atentos e que nos interessa. O que não nos interessa são as guerrinhas "políticas", os ajustes de contas, os pratos por lavar. E é por isso que vos pedimos para discutirem tudo isso nos devidos espaços.
Muito obrigada.
Sexta-feira, Dezembro 12, 2003
Hoje, no Jornalismo e Comunicação:
"A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) acaba de divulgar os resultados das classificações dos centros de investigação portugueses em Ciências da Comunicação e que são os seguintes:
- Universidade de Aveiro: Fair
- Universidade da Beira Interior: Good
- Universidade Lusófona: Fair
- Universidade do Minho: Very Good
- Universidade Nova de Lisboa: Good.
Há ainda outros centros que foram avaliados pelo mesmo painel, mas cujas classificações não foi possível apurar. O painel de avaliadores foi constituído pelos investigadores Peter Golding, Cees Hamelink e Els de Bens
A FCT utiliza uma escala que compreende, por ordem decrescente, os seguintes escalões: Excellent, Very Good, Good, Fair e Poor."
Pode ser que agora comecemos a dar valor ao que temos.
Domingo, Novembro 30, 2003
Temos pena :(
Assim se vê o nível de participação do nosso curso.
Caros colegas, foi realmente triste saber do número de presentes no recente Workshop "Ética e Deontologia na Comunicação Social". 8 pessoas não são mais do que uma desiliusão. Isto, com todo o mérito para aqueles que fizeram parte deste reduzido grupo. E pensava o GACSUM que 25 vagas iriam deixar muita gente de fora! É lamentável. Ainda por cima a um tão baixo custo. 3€ é mesmo preço para estudante... Oportunidades para aprendermos com aqueles que são hoje o que nós queremos ser amanhã são mesmo muito poucas! Tentemos aproveitá-las.
Caros colegas, foi realmente triste saber do número de presentes no recente Workshop "Ética e Deontologia na Comunicação Social". 8 pessoas não são mais do que uma desiliusão. Isto, com todo o mérito para aqueles que fizeram parte deste reduzido grupo. E pensava o GACSUM que 25 vagas iriam deixar muita gente de fora! É lamentável. Ainda por cima a um tão baixo custo. 3€ é mesmo preço para estudante... Oportunidades para aprendermos com aqueles que são hoje o que nós queremos ser amanhã são mesmo muito poucas! Tentemos aproveitá-las.
Quarta-feira, Outubro 15, 2003
A (falta de) deontologia
Aquele que é considerado o "maior semanário português" recorre a formas pouco éticas de conseguir informação. A ler aqui.
Quarta-feira, Outubro 08, 2003
A falsa contestação ou Como alunos enganam alunos
Os alunos protestam. Os alunos não querem pagar propinas e por isso protestam. Os alunos estão descontentes com a decisão da reitoria porque não querem pagar propinas e por isso protestam. Os alunos votaram unidos contra a proposta feita ao Senado porque estão descontentes com a decisão da reitoria, porque não querem pagar propinas e por isso protestam. Falso. Nem todos os alunos votaram contra. Muitos dos alunos que elegemos como nossos representantes decidiram fazer ouvidos de mercador à voz da academia e aos números do inquérito que mostra que 78% não concordam com a propina proposta e votaram a favor. Porque é mais bonito, porque é mais "maturo" (nas palavras do reitor), porque é mais português. Possivelmente muitos desses estiveram esta tarde na manifestação organizada pela AAUM, saltaram e berraram, lado a lado com aqueles de quem, no próximo ano, precisam do voto. Porque é popular, porque fica bem, porque não é fácil ir contra uma academia indignada.
E nós, os que não fazemos parte do Senando, os que não responderam a um inquérito, os que votaram para eleger os representantes, os que acreditaram que eram bem representados, os que pensaram que tinham sido ouvidos... nós estavamos bem enganados. Alguém comentou comigo: "Ricos representantes! A bem dizer, devem ser MESMO 'ricos'!"
É claro, podem dizer alguns, há a questão da consciência, uma liberdade a que todos têm direito. Mas caramba, e o direito à educação? E o direito à indignação? E o direito ao protesto? E o direito a uma representação honesta e séria? Como é que alguém pode ir contra a vontade de milhares de alunos a troco sabe-se lá bem de quê? Salve-se a AAUM que fez questão de fazer uma declaração de voto e, de facto, representar quem a elegeu.
Ainda agora, largos minutos depois de ter sabido disto, estou de queixo caído. Se já não temos representação que baste num órgão tão importante (relembre-se o caso dos parques de estacionamento - professores e funcionários ficaram com o das Oliveiras exactamente porque não tivemos força suficiente para o impedir), ter alunos a votar com o Reitor em questões de tanto interesse para a Academia não facilita as coisas. Já estou como o outro: "Vale a pena pensar nisto...".
S.
Ou como diria uma fonte:
"será que alguém vai ter as propinas pagas este ano?"
F.
E nós, os que não fazemos parte do Senando, os que não responderam a um inquérito, os que votaram para eleger os representantes, os que acreditaram que eram bem representados, os que pensaram que tinham sido ouvidos... nós estavamos bem enganados. Alguém comentou comigo: "Ricos representantes! A bem dizer, devem ser MESMO 'ricos'!"
É claro, podem dizer alguns, há a questão da consciência, uma liberdade a que todos têm direito. Mas caramba, e o direito à educação? E o direito à indignação? E o direito ao protesto? E o direito a uma representação honesta e séria? Como é que alguém pode ir contra a vontade de milhares de alunos a troco sabe-se lá bem de quê? Salve-se a AAUM que fez questão de fazer uma declaração de voto e, de facto, representar quem a elegeu.
Ainda agora, largos minutos depois de ter sabido disto, estou de queixo caído. Se já não temos representação que baste num órgão tão importante (relembre-se o caso dos parques de estacionamento - professores e funcionários ficaram com o das Oliveiras exactamente porque não tivemos força suficiente para o impedir), ter alunos a votar com o Reitor em questões de tanto interesse para a Academia não facilita as coisas. Já estou como o outro: "Vale a pena pensar nisto...".
S.
Ou como diria uma fonte:
"será que alguém vai ter as propinas pagas este ano?"
F.
A (falsa) manif
Texto em elaboração acerca da falsa (e farsa) manifestação promovida pela AAUM.
Segunda-feira, Outubro 06, 2003
Contestação.
Como escrevi em algum lado, a contestação ao aumento das propinas não se prenderá ao valor em si das propinas. Relaciona-se mais com o facto de o valor ser quase o dobro. E para alguém que tenha planeado um aumento acompanhando o salário mínimo, como acontece com muitos, este aumento criará um "rombo" nas contas.
Falar de propinas irá sempre levar à questão: "sim, mas os estudantes saem todos os dias à noite, têm o carro próprio, telemóvel..."
Mas falar de situações extremas não será a melhor forma de chegar à mediania...
Há e haverá muitos que não saem à noite (serão a maioria), pouco ou nada gastam com o telemóvel e andam de transportes públicos ou a pé.
E há os outros. Aqueles cujos pais têm profissões liberais. Aqueles que andam de carros topo-de-gama. Aqueles que, apesar disto tudo, recebem a propina máxima.
Falar de propinas irá sempre levar à questão: "sim, mas os estudantes saem todos os dias à noite, têm o carro próprio, telemóvel..."
Mas falar de situações extremas não será a melhor forma de chegar à mediania...
Há e haverá muitos que não saem à noite (serão a maioria), pouco ou nada gastam com o telemóvel e andam de transportes públicos ou a pé.
E há os outros. Aqueles cujos pais têm profissões liberais. Aqueles que andam de carros topo-de-gama. Aqueles que, apesar disto tudo, recebem a propina máxima.
de: gsi@reitoria.uminho.pt
Comunicado à Academia
O documento “Comunicado à Academia” foi distribuído aos membros do Plenário do Senado da Universidade do Minho reunido a 6 de Outubro de 2003 para deliberar sobre a fixação do valor das propinas.
Sendo o tema de interesse alargado a toda a Academia entendeu-se dar ao documento ampla divulgação, após os Órgãos de Gestão e Governo da Universidade terem exercido as suas competências.
O Reitor
A. Guimarães Rodrigues
.........................................................................................................................................................
COMUNICADO À ACADEMIA
A Lei de Bases do Financiamento do Ensino Superior (Lei 37/2003), publicada a 22 de Agosto de 2003, estabelece no seu artigo 17º, que compete aos Senados das Universidades fixar o valor das propinas sob proposta do Reitor. Por Lei, não compete nem ao CRUP, nem aos Reitores das Universidades fixar o valor das propinas.
A Universidade é uma organização complexa, multifacetada nas responsabilidades que lhe estão atribuídas, mas ainda mais nas que, não estando explicitamente definidas, constituem o seu sentido de missão e de cultura.
A Universidade é um espaço de criatividade. A Universidade deve ter capacidade para investigar, deve desenvolver uma perspectiva de serviço, deve assumir um papel activo como agente de formação e desenvolvimento. A Universidade é também um espaço de consciência social.
A Universidade não é uma organização à margem da sociedade. A Universidade não poderia, nem pretenderia, colocar-se à margem de um sacrifício colectivo nacional ditado pelas razões de ordem económica conjuntural anunciadas em 2002.
Não compete à esfera de actuação da Universidade estabelecer prioridades ou modelos políticos, na mesma medida em que à Universidade não está cometida a responsabilidade por responder pelas suas implicações. O regime democrático tem expressão e tempos próprios.
A Universidade do Minho participou no esforço colectivo de contenção orçamental. Este esforço traduziu-se numa forte contenção na contratação de pessoal docente ainda em 2002 (a partir de Julho) e, novamente, em 2003, bem como numa redução, na ordem de 1 milhão de euros, nos encargos previstos com pessoal para 2004.
Para o funcionamento da Universidade, em 2003, dispôs-se de menos de 50% do valor do orçamento que pôde ser disponibilizado em 2002.
Os encargos com pessoal docente e funcionários na Universidade representam a percentagem mais significativa do seu orçamento, sendo tipicamente incompressíveis.
A redução ao orçamento atribuído à Universidade implica um aumento na proporção nos encargos com pessoal e a redução na capacidade para suportar os encargos de funcionamento, independentemente de qualquer acto concreto de gestão. No limite, a instituição já atingiu um nível de financiamento de funcionamento que a paralisa.
As condições de funcionamento da Universidade afectam a qualidade da formação dos alunos, directa e indirectamente. A qualidade tem vindo a ser anunciada como critério de avaliação e financiamento das instituições. Para manter e melhorar a qualidade da formação dos alunos, a Universidade tem que investir permanentemente na formação do seu corpo de docentes e funcionários, na sua actividade de investigação, na promoção da sua ligação ao exterior, na experimentação e implementação de metodologias de ensino/aprendizagem, para além de suportar os encargos com energia eléctrica, segurança, comunicações. A Universidade tem ainda que complementar as insuficientes dotações PIDDAC para a manutenção e construção de infra-estruturas indispensáveis ao seu funcionamento.
Na sequência de um orçamento insuficiente em 2002 e manifestamente insuficiente em 2003, a Universidade vê-se confrontada com uma nova redução orçamental em 2004, associada à descontextualizada dotação PIDDAC para a instalação de Escolas que funcionam há anos em situação insustentável e para a construção de infra-estruturas indispensáveis como a construção de uma Biblioteca num dos seus pólos.
Não é possível aceitar que Comissões Externas de Avaliação possam anotar estas fragilidades nos seus relatórios, sem que seja contemplado o financiamento ou comprometimento de financiamento no horizonte imediato.
Não é possível exigir à Universidade um nível de qualidade que não é suportado pelo correspondente nível de financiamento. É obrigação da Universidade denunciar esta situação.
Não é de todo possível explicar à Academia que base de prioridade está subjacente aos financiamentos públicos. Esta explicação não compete às Universidades.
A preparação de uma proposta sobre o montante a fixar para as propinas, para deliberação do Senado, constitui responsabilidade do Reitor.
Ao fazê-la, o Reitor deve ter em conta factores de índole diversa, qualitativos e quantitativos, que considera e justifica como indispensáveis para que a Universidade possa melhor cumprir a sua função.
Apesar da Lei de Bases do Financiamento interferir com a Lei da Autonomia vigente, no que se refere às competências dos Órgãos de Gestão e de Governo da Universidade, entendeu o Reitor explicar e ouvir previamente os estudantes com representação no Senado, o Plenário do Conselho Académico, e a Comissão de Planeamento e Gestão do Senado, antes de reunir o Plenário do Senado.
Do valor do orçamento atribuído à Universidade, é possível concluir que as receitas que corresponderiam à fixação do valor mínimo das propinas foram deduzidas ao orçamento de referência. Qualquer evolução no sentido de um orçamento viável teria que ser necessariamente construída com um valor de propina superior ao mínimo.
Para a aproximação em 2004 a um nível de financiamento equivalente ao distribuído pela estrutura em 2002, o valor da propina deveria ser fixado no valor máximo definido por lei.
Do ponto de vista de gestão da Universidade, não competindo ao Reitor responder sobre as opções de investimento no ensino superior público, apenas se poderia justificar o valor máximo para a propina.
O nível de sub financiamento da Universidade gerou graves dificuldades ao seu funcionamento em 2002 e em 2003. A acomodação desta situação apenas se justificou numa base de excepção, por imperativo nacional, e nunca numa base estrutural, permanente, ditada por uma política de financiamento do ensino superior como a que permanece.
Seria demagógico afirmar que a Universidade pode reunir condições para manter a qualidade da sua actividade suportada pelos actuais níveis de financiamento.
Seria demagógico para com a Academia. Seria demagógico para com os estudantes que escolhem esta Universidade para nela obterem a sua formação.
A adopção da propina máxima no corrente ano lectivo corresponderia a um aumento de 139%, em relação à propina fixada pelo Governo em 2002/03. A Reitoria está consciente do significado que este aumento teria para as famílias, pelo que a proposta que submete ao Senado é de adoptar a fixação da propina em 600 euros no ano lectivo 2003/04, em 740 euros em 2004/05 e em 850 euros em 2005/06.
Fazendo-o, remete a responsabilidade política pela fixação do valor da propina para a Tutela, para o Governo, e para a Assembleia da República, adoptando tendencialmente o valor máximo do intervalo fixado por Lei.
Fazendo-o gradualmente, como proposto, mantém níveis de sub financiamento para a Universidade, que implicam um continuado sacrifício às suas condições de funcionamento. Contudo, desta forma, a Universidade partilhará o esforço das famílias que suportam os encargos com a formação superior dos seus filhos.
Ainda no sentido de minorar o impacto do acréscimo no montante das propinas, e seguindo solicitação dos estudantes, propõe-se a adopção do pagamento em três prestações.
Propõe-se, ainda na sequência de solicitação dos estudantes, que o montante afectado a projectos associados à qualidade, cresça com o aumento progressivo das propinas.
Universidade do Minho, 6 de Outubro de 2003
A. Guimarães Rodrigues
O documento “Comunicado à Academia” foi distribuído aos membros do Plenário do Senado da Universidade do Minho reunido a 6 de Outubro de 2003 para deliberar sobre a fixação do valor das propinas.
Sendo o tema de interesse alargado a toda a Academia entendeu-se dar ao documento ampla divulgação, após os Órgãos de Gestão e Governo da Universidade terem exercido as suas competências.
O Reitor
A. Guimarães Rodrigues
.........................................................................................................................................................
COMUNICADO À ACADEMIA
A Lei de Bases do Financiamento do Ensino Superior (Lei 37/2003), publicada a 22 de Agosto de 2003, estabelece no seu artigo 17º, que compete aos Senados das Universidades fixar o valor das propinas sob proposta do Reitor. Por Lei, não compete nem ao CRUP, nem aos Reitores das Universidades fixar o valor das propinas.
A Universidade é uma organização complexa, multifacetada nas responsabilidades que lhe estão atribuídas, mas ainda mais nas que, não estando explicitamente definidas, constituem o seu sentido de missão e de cultura.
A Universidade é um espaço de criatividade. A Universidade deve ter capacidade para investigar, deve desenvolver uma perspectiva de serviço, deve assumir um papel activo como agente de formação e desenvolvimento. A Universidade é também um espaço de consciência social.
A Universidade não é uma organização à margem da sociedade. A Universidade não poderia, nem pretenderia, colocar-se à margem de um sacrifício colectivo nacional ditado pelas razões de ordem económica conjuntural anunciadas em 2002.
Não compete à esfera de actuação da Universidade estabelecer prioridades ou modelos políticos, na mesma medida em que à Universidade não está cometida a responsabilidade por responder pelas suas implicações. O regime democrático tem expressão e tempos próprios.
A Universidade do Minho participou no esforço colectivo de contenção orçamental. Este esforço traduziu-se numa forte contenção na contratação de pessoal docente ainda em 2002 (a partir de Julho) e, novamente, em 2003, bem como numa redução, na ordem de 1 milhão de euros, nos encargos previstos com pessoal para 2004.
Para o funcionamento da Universidade, em 2003, dispôs-se de menos de 50% do valor do orçamento que pôde ser disponibilizado em 2002.
Os encargos com pessoal docente e funcionários na Universidade representam a percentagem mais significativa do seu orçamento, sendo tipicamente incompressíveis.
A redução ao orçamento atribuído à Universidade implica um aumento na proporção nos encargos com pessoal e a redução na capacidade para suportar os encargos de funcionamento, independentemente de qualquer acto concreto de gestão. No limite, a instituição já atingiu um nível de financiamento de funcionamento que a paralisa.
As condições de funcionamento da Universidade afectam a qualidade da formação dos alunos, directa e indirectamente. A qualidade tem vindo a ser anunciada como critério de avaliação e financiamento das instituições. Para manter e melhorar a qualidade da formação dos alunos, a Universidade tem que investir permanentemente na formação do seu corpo de docentes e funcionários, na sua actividade de investigação, na promoção da sua ligação ao exterior, na experimentação e implementação de metodologias de ensino/aprendizagem, para além de suportar os encargos com energia eléctrica, segurança, comunicações. A Universidade tem ainda que complementar as insuficientes dotações PIDDAC para a manutenção e construção de infra-estruturas indispensáveis ao seu funcionamento.
Na sequência de um orçamento insuficiente em 2002 e manifestamente insuficiente em 2003, a Universidade vê-se confrontada com uma nova redução orçamental em 2004, associada à descontextualizada dotação PIDDAC para a instalação de Escolas que funcionam há anos em situação insustentável e para a construção de infra-estruturas indispensáveis como a construção de uma Biblioteca num dos seus pólos.
Não é possível aceitar que Comissões Externas de Avaliação possam anotar estas fragilidades nos seus relatórios, sem que seja contemplado o financiamento ou comprometimento de financiamento no horizonte imediato.
Não é possível exigir à Universidade um nível de qualidade que não é suportado pelo correspondente nível de financiamento. É obrigação da Universidade denunciar esta situação.
Não é de todo possível explicar à Academia que base de prioridade está subjacente aos financiamentos públicos. Esta explicação não compete às Universidades.
A preparação de uma proposta sobre o montante a fixar para as propinas, para deliberação do Senado, constitui responsabilidade do Reitor.
Ao fazê-la, o Reitor deve ter em conta factores de índole diversa, qualitativos e quantitativos, que considera e justifica como indispensáveis para que a Universidade possa melhor cumprir a sua função.
Apesar da Lei de Bases do Financiamento interferir com a Lei da Autonomia vigente, no que se refere às competências dos Órgãos de Gestão e de Governo da Universidade, entendeu o Reitor explicar e ouvir previamente os estudantes com representação no Senado, o Plenário do Conselho Académico, e a Comissão de Planeamento e Gestão do Senado, antes de reunir o Plenário do Senado.
Do valor do orçamento atribuído à Universidade, é possível concluir que as receitas que corresponderiam à fixação do valor mínimo das propinas foram deduzidas ao orçamento de referência. Qualquer evolução no sentido de um orçamento viável teria que ser necessariamente construída com um valor de propina superior ao mínimo.
Para a aproximação em 2004 a um nível de financiamento equivalente ao distribuído pela estrutura em 2002, o valor da propina deveria ser fixado no valor máximo definido por lei.
Do ponto de vista de gestão da Universidade, não competindo ao Reitor responder sobre as opções de investimento no ensino superior público, apenas se poderia justificar o valor máximo para a propina.
O nível de sub financiamento da Universidade gerou graves dificuldades ao seu funcionamento em 2002 e em 2003. A acomodação desta situação apenas se justificou numa base de excepção, por imperativo nacional, e nunca numa base estrutural, permanente, ditada por uma política de financiamento do ensino superior como a que permanece.
Seria demagógico afirmar que a Universidade pode reunir condições para manter a qualidade da sua actividade suportada pelos actuais níveis de financiamento.
Seria demagógico para com a Academia. Seria demagógico para com os estudantes que escolhem esta Universidade para nela obterem a sua formação.
A adopção da propina máxima no corrente ano lectivo corresponderia a um aumento de 139%, em relação à propina fixada pelo Governo em 2002/03. A Reitoria está consciente do significado que este aumento teria para as famílias, pelo que a proposta que submete ao Senado é de adoptar a fixação da propina em 600 euros no ano lectivo 2003/04, em 740 euros em 2004/05 e em 850 euros em 2005/06.
Fazendo-o, remete a responsabilidade política pela fixação do valor da propina para a Tutela, para o Governo, e para a Assembleia da República, adoptando tendencialmente o valor máximo do intervalo fixado por Lei.
Fazendo-o gradualmente, como proposto, mantém níveis de sub financiamento para a Universidade, que implicam um continuado sacrifício às suas condições de funcionamento. Contudo, desta forma, a Universidade partilhará o esforço das famílias que suportam os encargos com a formação superior dos seus filhos.
Ainda no sentido de minorar o impacto do acréscimo no montante das propinas, e seguindo solicitação dos estudantes, propõe-se a adopção do pagamento em três prestações.
Propõe-se, ainda na sequência de solicitação dos estudantes, que o montante afectado a projectos associados à qualidade, cresça com o aumento progressivo das propinas.
Universidade do Minho, 6 de Outubro de 2003
A. Guimarães Rodrigues
Quarta-feira, Setembro 24, 2003
Olá a todas a todos.
Numa perspectiva ecológica, não seria possível que todo o pessoal docente disponibilizasse os programas das disciplinas online?
Numa perspectiva ecológica, não seria possível que todo o pessoal docente disponibilizasse os programas das disciplinas online?
Quarta-feira, Setembro 17, 2003
Encontro de Weblogs
A todos os adeptos da blogosfera quero só relembrar que é já amanhã que começa o I Encontro de weblogs. Espero que todos os colaboradores deste blog apareçam! Seria uma optima oportunidade para trocarmos mais algumas ideias sobre a blogosfera e em particular sobre o blog de curso!!!
Sábado, Setembro 13, 2003
novo ano, novas expectativas
Caros amigos,
Na vespera do inicio de um novo ano lectivo aparecem renovadas as energias e tambem as esperanças em torno do curso e tudo o que o envolve. Gostaria de registar com agrado a inusitada vitalidade dos dias que se aproximam. Depois da criaçao deste blog, teremos o Encontro sobre Ensino de Jornalismo e o Encontro Nacional de Weblogs, eventos que a UM acolhe, tendo como principal protagonista a nossa licenciatura e as pessoas que nela colaboram... Um claro sinal de optimismo com o qual me congratulo.
Para a proxima segunda-feira esta marcada uma reuniao preliminar para discussao de assuntos relativos ah praxe. Uma oportunidade tambem para colocar o nosso curso na vanguarda, ja que se preparam algumas inovaçoes com vista a receber e integrar os novos alunos da nossa licenciatura.
Um ate breve sincero e optimista para todos os amigos de Comunicaçao Social!
P.S. perdoem-me a falta dos acentos, mas o teclado nao se encontra nas melhores condiçoes.
Na vespera do inicio de um novo ano lectivo aparecem renovadas as energias e tambem as esperanças em torno do curso e tudo o que o envolve. Gostaria de registar com agrado a inusitada vitalidade dos dias que se aproximam. Depois da criaçao deste blog, teremos o Encontro sobre Ensino de Jornalismo e o Encontro Nacional de Weblogs, eventos que a UM acolhe, tendo como principal protagonista a nossa licenciatura e as pessoas que nela colaboram... Um claro sinal de optimismo com o qual me congratulo.
Para a proxima segunda-feira esta marcada uma reuniao preliminar para discussao de assuntos relativos ah praxe. Uma oportunidade tambem para colocar o nosso curso na vanguarda, ja que se preparam algumas inovaçoes com vista a receber e integrar os novos alunos da nossa licenciatura.
Um ate breve sincero e optimista para todos os amigos de Comunicaçao Social!
P.S. perdoem-me a falta dos acentos, mas o teclado nao se encontra nas melhores condiçoes.
Sexta-feira, Setembro 12, 2003
Contribuições para o disclaimer
Da Jessi Macedo:
não usar linguagem obscena, manter-nos a coisas relativas ao curso sem divagar, tipo contrato de boa vontade.
Obrigado Jessi.
Esperam-se mais contribuições. Podem deixá-las aqui nos comentários.
*** e []
não usar linguagem obscena, manter-nos a coisas relativas ao curso sem divagar, tipo contrato de boa vontade.
Obrigado Jessi.
Esperam-se mais contribuições. Podem deixá-las aqui nos comentários.
*** e []
Vamos poupar os elogios
Desde já agradeço a todos as palavras de felicitação.
Passemos à acção.
Antes de tudo, falta o disclaimer do blog. O e-mail oficial ainda está à espera que escrevam. Por isso, ESCREVAM!
Para os links... vão deixando ficar as vossas postas (marretas dixit). Tudo o que tenha a ver com o curso, documentos relacionados com o curso, links para páginas... Tudo é bem-vindo. Tentarei acompanhar o passo e ir actualizando a coluna aqui à direita.
Se preferirem (eu prefiro, pelo menos) vão deixando as contribuições para o disclaimer bem como o vosso blog na secção comentários (este pequeno link cor-de-laranja aqui em baixo).
O blog é vosso. Aceitam-se postas!
Francisco
Passemos à acção.
Antes de tudo, falta o disclaimer do blog. O e-mail oficial ainda está à espera que escrevam. Por isso, ESCREVAM!
Para os links... vão deixando ficar as vossas postas (marretas dixit). Tudo o que tenha a ver com o curso, documentos relacionados com o curso, links para páginas... Tudo é bem-vindo. Tentarei acompanhar o passo e ir actualizando a coluna aqui à direita.
Se preferirem (eu prefiro, pelo menos) vão deixando as contribuições para o disclaimer bem como o vosso blog na secção comentários (este pequeno link cor-de-laranja aqui em baixo).
O blog é vosso. Aceitam-se postas!
Francisco
Quinta-feira, Setembro 11, 2003
Cá estarei...
...para dar continuidade à discussão que se iniciou no Yahoo!. Faço agora os votos que formulei na "inauguração" do fórum: que as opiniões e conclusões que aqui/daqui se colocam/retiram possam servir para um maior entendimento entre os 'membros' de CS e levar a efeitos práticos benéficos para todas as partes. Até breve
Eduardo
Eduardo
Faço minhas as palavras de todos os outros colegas e docentes. Uma óptima iniciativa à qual todos trataremos de dar continuidade. Parabéns novamente Francisco. Já agora aproveito para deixar o blogger de Jornalismo: www.aulajornalismo.blogspot.com; e também o de grupo: www.gijejoli.blogspot.com
CS na Blogosfera
Parabéns pela ideia, Francisco. É muito mais prático! E mais uma vez se mostra como o nosso curso é pioneiro na forma como encara este fenónemo. Agora só espero que o pessoal poste em quantidade e qualidade:)
Quarta-feira, Setembro 10, 2003
A todos queria só relembrar que nos próximos dias 18 e 19 de Setembro, vai decorrer na nossa universidade o I Encontro Nacional de Weblogs...
As inscrições ainda estão abertas!!!
As inscrições ainda estão abertas!!!
manutenção de pré-lançamento
Além de todas as ideias que possam surgir para o disclaimer do blog enviem, também, a vossa morada de blog, para que todos os outros elementos possam fazer uma visita.
Podem usar o nosso sistema de comentários.
Obrigado
Podem usar o nosso sistema de comentários.
Obrigado
Olá a todos!
Como este blog ainda está em fase embrionária (prevê-se o seu nascimento por volta do dia 15 de Setembro) gostaria de apelar à participação de todos para a elaboração dos "mandamentos" do blog. Ou, se preferirem em inglês, o disclaimer do blog.
Para isso aceitam-se ideias para aquele que será o e-mail oficial: group_cs_uminho@mail.pt .
Obrigado a todos
Como este blog ainda está em fase embrionária (prevê-se o seu nascimento por volta do dia 15 de Setembro) gostaria de apelar à participação de todos para a elaboração dos "mandamentos" do blog. Ou, se preferirem em inglês, o disclaimer do blog.
Para isso aceitam-se ideias para aquele que será o e-mail oficial: group_cs_uminho@mail.pt .
Obrigado a todos
Viva! Desde já, louvo o rápido amadurecimento deste grupo de reflexão. Espero que as ideias, as críticas, as sugestões continuem a aparecer com a frequência e a qualidade adquirida!
Contem comigo!
Paulo Reis Mourão.
Contem comigo!
Paulo Reis Mourão.
Tal como aderi ao forum no yahoo é com prazer que me junto a este blog!!!Assim tenho a possibilidade de juntar duas paixões...os blogs e o curso...
Aproveito já para lançar um repto a todos...no próximo dia 24 vou estar presente numa reunião ca comissão de curso...se alguém quiser que seja exposto um tema nessa reunião, é só dizer qual e porquê...
Abraço,
Hugo Real
Aproveito já para lançar um repto a todos...no próximo dia 24 vou estar presente numa reunião ca comissão de curso...se alguém quiser que seja exposto um tema nessa reunião, é só dizer qual e porquê...
Abraço,
Hugo Real
Boas vindas ao novo Blog!
Espero que funcione tão bem e que seja tão activo como o fórum do Yahoo!
Os visitantes deste Blog que quiserem conhecer um pouco do dia-a-dia de um estágio de uma ex-aluna do curso, pode visitar o meu Blog em:
http://mich-elle.blogspot.com
Um abraço e muito sucesso,
Michele.
Espero que funcione tão bem e que seja tão activo como o fórum do Yahoo!
Os visitantes deste Blog que quiserem conhecer um pouco do dia-a-dia de um estágio de uma ex-aluna do curso, pode visitar o meu Blog em:
http://mich-elle.blogspot.com
Um abraço e muito sucesso,
Michele.
Terça-feira, Setembro 09, 2003
Segunda-feira, Setembro 08, 2003
O sistema de comentários já funciona!
Como se torna mais fácil chegar aqui que ao yahoo groups, o cs-uminho "transferiu-se" para a blogolândia.